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70% dos CIOs priorizam IA, mas Blumenau enfrenta desafios de governança e segurança

Pesquisa revela que 70% dos CIOs priorizam a inteligência artificial, mas a maioria opera sem governança adequada. A Premiersoft, de Blumenau, identifica riscos que afetam a segurança e a eficiência das empresas da região.

70% dos CIOs priorizam IA, mas Blumenau enfrenta desafios de governança e segurança
Foto: Divulgação

A crescente adoção da inteligência artificial (IA) entre as empresas brasileiras está gerando um paradoxo preocupante: embora 70% dos CIOs considerem a IA uma prioridade, muitos avançam sem uma estrutura de governança adequada. Essa realidade foi evidenciada em um estudo realizado pela Premiersoft, uma empresa de tecnologia com sede em Blumenau, que revelou que 56% das empresas consultadas não possuem processos formais de teste para novas capacidades de IA. A pesquisa, que ouviu 59 lideranças de tecnologia em diversos setores, destaca um cenário onde a falta de governança pode comprometer a segurança e a eficiência operacional das organizações.

Desafios da Governança em Blumenau e Região

O estudo da Premiersoft foi realizado durante o 4CIO Private Sectors 2026 e mostra que 32% das empresas admitiram que a governança está "correndo atrás" da adoção da IA, enquanto 29% não realizam qualquer auditoria de uso. Em Blumenau, onde a tecnologia e a inovação têm forte presença no ecossistema empresarial, essa situação é alarmante. O Vale do Itajaí abriga um grande número de empresas de tecnologia, mas a falta de uma governança sólida em IA pode levar a problemas sérios, como vazamentos de dados sensíveis e custos inesperados.

O CEO da Premiersoft, Rodrigo Hülsenbeck, enfatiza a importância de uma governança robusta. “O desafio agora é garantir que esse uso de Inteligência Artificial seja seguro, eficiente, rastreável e sustentável do ponto de vista operacional”, afirma Hülsenbeck. Com tantas empresas utilizando múltiplos modelos e ferramentas de IA simultaneamente — 71% das empresas consultadas usam mais de uma ferramenta — a necessidade de controle se torna ainda mais crítica.

Impacto Local na Economia e na Comunidade

Blumenau e a região do Vale do Itajaí têm se destacado como um polo de inovação e tecnologia em Santa Catarina. Com um ambiente propício para o surgimento de startups e empresas de tecnologia, a cidade tem atraído investimentos e talentos. No entanto, a falta de uma governança adequada em projetos de IA pode comprometer essa imagem de vanguarda.

As empresas locais, que vão desde indústrias até prestadoras de serviços, precisam entender que a governança em IA não é apenas uma exigência regulatória, mas uma necessidade estratégica. O impacto da IA na eficiência operacional e na competitividade é inegável, mas a adoção sem controle pode resultar em mais problemas do que soluções. Com a crescente digitalização e o aumento da dependência de tecnologias, a comunidade empresarial deve se unir para desenvolver práticas que garantam uma implementação responsável de IA.

Além disso, a pesquisa revela que 44% das empresas têm o responsável pela IA acumulando outras funções e 19% não possuem qualquer supervisor definido. Essa sobrecarga pode levar à negligência na supervisão da implementação de IA, o que pode resultar em falhas operacionais e perda de confiança por parte dos clientes.

Análise dos Riscos e Oportunidades

O cenário apresentado pela pesquisa da Premiersoft indica uma clara necessidade de mudança. As empresas que tentam estruturar a governança de IA após a adoção enfrentam desafios muito maiores do que aquelas que implementam controles desde o início. A falta de visibilidade sobre como a IA está sendo utilizada dentro das organizações é um dos principais obstáculos para a criação de uma governança eficaz.

Hülsenbeck propõe três práticas que podem ajudar as empresas a adotar a IA com segurança. A primeira é conquistar visibilidade antes de impor controle, o que envolve mapear o uso real da IA nas organizações. A segunda prática é tratar a governança como uma camada operacional, capaz de aplicar políticas de forma automática sem reinventar processos a cada teste. Por fim, garantir rastreabilidade desde o primeiro dia é vital; cada interação com a IA deve gerar logs e evidências que possam ser auditadas.

Essas práticas não são apenas sugestões, mas sim um caminho a ser seguido pelas empresas de Blumenau e da região. A adoção de uma estrutura de governança adequada pode não apenas mitigar riscos, mas também transformar a IA em uma ferramenta estratégica que potencializa o crescimento e a inovação.

Próximos Passos para a Implementação Sustentável de IA

Com o cenário atual, é urgente que as empresas de Blumenau e do Vale do Itajaí adotem medidas para fortalecer a governança em IA. Isso pode incluir a formação de grupos de trabalho dedicados à implementação de políticas de uso, treinamentos para equipes sobre as melhores práticas e a escolha de ferramentas que permitam um controle mais eficaz do uso de IA.

Além disso, a colaboração entre as empresas, instituições de ensino e organismos reguladores pode ser um passo importante para criar um ambiente mais seguro e eficaz para a adoção de IA. O fortalecimento das capacidades locais em governança de IA pode transformar Blumenau em um exemplo de como a tecnologia pode ser utilizada de forma responsável e inovadora.

A Premiersoft, por meio do desenvolvimento do PRISMON, uma camada central de controle para monitoramento de uso em tempo real, está liderando essa transformação. A empresa está empenhada em ajudar outras organizações a implementar uma governança que acompanhe a velocidade da operação sem comprometer a segurança.

A implementação de IA com governança robusta não é apenas uma responsabilidade das empresas, mas um compromisso com a comunidade e com o futuro do desenvolvimento tecnológico em Blumenau e na região. Assim, a cidade pode se firmar como um polo não apenas de inovação, mas de práticas sustentáveis e seguras na utilização da inteligência artificial.

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