Histórias

As famílias que ajudaram a construir Blumenau: conheça os sobrenomes que marcaram a história da cidade

Muito antes de Blumenau se tornar uma referência nacional em indústria e empreendedorismo, famílias de imigrantes transformaram a cidade em um dos maiores polos têxteis do Brasil. Conheça as histórias por trás de sobrenomes que ajudaram a moldar a economia e a identidade blumenauense.

As famílias que ajudaram a construir Blumenau: conheça os sobrenomes que marcaram a história da cidade
Foto gerada por IA

Uma cidade construída pelo empreendedorismo

Falar da história de Blumenau é falar de empreendedorismo. Desde o final do século XIX, famílias de imigrantes enxergaram na cidade oportunidades para desenvolver negócios que ultrapassariam gerações.

Mais do que criar empresas, esses empreendedores ajudaram a formar bairros, gerar milhares de empregos e transformar Blumenau em um dos principais centros industriais do país. Muitas das marcas fundadas por eles permanecem presentes no cotidiano dos brasileiros até hoje.

Família Hering: o nascimento de um dos maiores nomes da indústria têxtil brasileira

Em 1880, os irmãos Hermann Hering e Bruno Hering fundaram a Cia. Hering, em Blumenau.

O pequeno negócio cresceu rapidamente e se tornou uma das empresas mais tradicionais do Brasil, referência na produção de vestuário e responsável por impulsionar o desenvolvimento econômico da cidade.

Além da atuação empresarial, Hermann Hering também ficou conhecido pelo envolvimento com causas sociais e pela valorização dos colaboradores, características que marcaram a cultura da empresa.

Família Karsten: tradição que atravessa gerações

A história da Karsten começou em 1882, quando Johann Karsten, ao lado de Heinrich Hadlich e Gustav Roeder, fundou a empresa que daria origem a uma das maiores fabricantes de cama, mesa e banho do país.

As operações tiveram início em 1883 e acompanharam o crescimento industrial de Blumenau ao longo das décadas.

O legado da família também permanece na arquitetura da cidade. O tradicional casarão da família Karsten, construído na década de 1920, tornou-se um patrimônio histórico que preserva parte da memória da industrialização blumenauense.

Altenburg: uma história que começou com coragem

A trajetória da Altenburg nasceu em 1922, a partir da determinação de Johanna Altenburg.

Viúva e mãe de dois filhos, ela começou a produzir acolchoados artesanalmente para sustentar a família. O pequeno negócio evoluiu para uma das maiores fabricantes brasileiras de produtos para cama.

Mais de um século depois, a empresa continua atuando nacionalmente, mantendo Blumenau como sua principal base de operações.

Artex: inovação que nasceu na Rua Progresso

Fundada em 1936, a Artex surgiu da parceria entre Theophilo Bernardo Zadrozny, imigrante polonês, e o tecelão Otto Huber.

A empresa iniciou suas atividades com apenas 18 colaboradores e 10 teares importados da Alemanha, produzindo inicialmente toalhas de mesa.

Ao longo dos anos, expandiu suas operações e incorporou a tradicional Empresa Industrial Garcia, consolidando-se como um dos maiores nomes da indústria têxtil brasileira.

Cremer: pioneirismo na área da saúde

Em 1935, nasceu em Blumenau a W.S. Cremer S.A., considerada a primeira fábrica de gaze medicinal da América do Sul.

A empresa tornou-se referência nacional em produtos médico-hospitalares e consolidou sua reputação pela qualidade e inovação.

Em 2017, passou a integrar o Grupo Mafra, atualmente conhecido como Viveo, mantendo vivo o legado construído em Blumenau.

Família Kuehnrich e a história da Teka

A Teka foi fundada em 1926 por Paul Fritz Kuehnrich.

Inicialmente instalada em um espaço anexo à residência da família, a empresa cresceu até se tornar uma das maiores fabricantes latino-americanas de artigos para cama, mesa e banho.

Ao longo de quase um século de história, a companhia passou por diferentes fases de expansão, modernização e internacionalização, mantendo sua origem blumenauense.

Família Schreiber: contribuição para a comunidade

Embora não exista um registro consolidado da fundação de uma grande indústria diretamente pela família Schreiber, seu sobrenome faz parte da história de Blumenau.

Um exemplo é o CEI Bruno Schreiber, que homenageia um integrante da família, evidenciando sua contribuição para a comunidade local.

Há registros que relacionam membros da família ao contexto industrial da cidade, especialmente durante o desenvolvimento da Empresa Industrial Garcia, embora essa ligação não esteja completamente documentada pelas fontes históricas disponíveis.

Um legado que continua presente

As famílias Hering, Karsten, Altenburg, Kuehnrich, Cremer, Zadrozny, Huber e Schreiber representam diferentes capítulos da história de Blumenau.

Suas iniciativas ajudaram a transformar uma colônia de imigrantes em um dos maiores polos industriais do Brasil, impulsionando a economia, gerando empregos e influenciando diretamente a cultura da cidade.

Mais do que empresas centenárias, esses sobrenomes fazem parte da identidade blumenauense e continuam sendo lembrados como símbolos de inovação, trabalho e empreendedorismo.

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