A construção civil brasileira vive um momento de transformação impulsionado pela busca por maior produtividade, durabilidade e redução de custos. Nesse cenário, novas tecnologias têm conquistado espaço nos canteiros de obras, entre elas as fibras sintéticas estruturais incorporadas ao concreto, solução que vem sendo adotada em diferentes tipos de projetos no país.
Segundo dados do Índice Nacional da Construção Civil (INCC), o setor deve registrar crescimento de 8,3% neste ano, ampliando a demanda por materiais que ofereçam melhor desempenho estrutural e maior eficiência durante a execução das obras.
Como funcionam as fibras sintéticas no concreto
As fibras sintéticas são adicionadas diretamente à mistura do concreto e ficam distribuídas por toda a estrutura cimentícia, funcionando como um reforço interno.
Entre os principais benefícios da tecnologia estão:
- Controle da formação de fissuras;
- Aumento da resistência mecânica;
- Maior tenacidade do concreto;
- Redução da exsudação e da microfissuração;
- Maior durabilidade das estruturas.
Além dos ganhos técnicos, a solução também reduz etapas da execução quando comparada às telas metálicas tradicionais, já que dispensa processos como transporte, posicionamento e fixação das armaduras no canteiro de obras.
Empresa catarinense desenvolve solução nacional
Entre as empresas brasileiras que atuam nesse segmento está a Camargo Química, sediada em Pomerode (SC), que desenvolveu a CQ Fiber 54, fibra estrutural produzida à base de polipropileno e fabricada conforme os requisitos da NBR 16942:2021.
Segundo a empresa, o produto é indicado para aplicações como:
- Pisos industriais;
- Pavimentos rígidos;
- Elementos pré-fabricados;
- Capas de compressão em lajes alveolares;
- Steel decks.
De acordo com o CEO da Camargo Química, Fábio Camargo, a fibra possui mais de 25 mil filamentos por quilograma, formando um reforço estrutural distribuído por todo o concreto.
"O resultado é o aumento da resistência mecânica, maior tenacidade e redução de patologias como exsudação e microfissuração, problemas que impactam diretamente a vida útil das estruturas e os custos de manutenção", afirma o executivo.
Ganhos de produtividade no canteiro de obras
Outro fator que explica o crescimento da tecnologia é a simplificação da execução.
Enquanto as telas metálicas exigem etapas adicionais de logística e instalação, as fibras podem ser incorporadas diretamente ao concreto, seja na usina, na obra ou até mesmo no caminhão betoneira, desde que a mistura passe por homogeneização adequada para garantir a distribuição uniforme do material.
Segundo a empresa, a solução também apresenta resistência à alcalinidade do concreto e proporciona melhor acabamento superficial, sem o aparecimento de fibras aparentes.
Tecnologia avança em obras de alta exigência
A utilização de fibras sintéticas estruturais tem avançado principalmente em projetos que exigem elevado desempenho operacional, como:
- Centros logísticos;
- Galpões industriais;
- Indústrias;
- Pavimentos sujeitos a cargas elevadas;
- Grandes áreas de concreto.
Nesses ambientes, o controle da microfissuração influencia diretamente a durabilidade dos pisos e os custos futuros de manutenção, tornando esse tipo de reforço uma alternativa cada vez mais utilizada pelo setor.
Grupo Camargo atua em diferentes segmentos
Com sede em Pomerode (SC) e unidades em Goiás, Pernambuco e São Paulo, o Grupo Camargo atua há quase duas décadas desenvolvendo soluções voltadas para construção civil, saneamento básico e agronegócio.
O grupo reúne mais de 100 soluções distribuídas entre as marcas Camargo Química, Camargo Ambiental e Karazyme, atendendo clientes em todo o Brasil e também no mercado internacional.
Crédito da foto: Divulgação / Camargo Química